maio 16, 2008

Brasileirão



O Campeonato Brasileiro ou Brasileirão é a maior disputa futebolística realizada em território nacional, além de ser a mais emocionante, é claro. O Brasileirão começou a ser disputado em 1971 e foi idealizado pela Confederação Brasileira de Desportos (CBD), atual Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Antes do Brasileirão existiam outras competições de grande importância no país: a Taça Brasil (1959) e a Taça Roberto Gomes (1967).

Além de confirmar o time brasileiro com melhor desempenho, o Brasileirão é a disputa classificatória para competições Sul-Americanas, como a Libertadores. Os três primeiros colocados do Brasileirão têm passagem garantida para a disputa continental e o quarto precisará disputar com um time escolhido pela Conmebol ( Confederação Sul- Americana de Futebol), e ganhar, caso queira participar da competição.

Em seus 37 anos o Brasileirão nunca foi uma competição muito regular, mudava-se constantemente as regras e a quantidade de times na disputa, porém com a aprovação, no congresso, nacional do “código do torcedor”, que exige que as regras de uma competição devem ser mantidas por pelo menos três anos, a CBF reorganizou o calendário do futebol nacional, reduzindo o tempo disponível para as competições estaduais. Desde 2003 o Campeonato Brasileiro não é mais uma disputa por turnos eliminatórios, onde há um 1ª turno, finais e semi-finais. Foi adotado à competição o sistema de pontos corridos, onde 20 clubes disputam em dois turnos jogando apenas uma vez entre si em cada turno e o que difere os turnos é o mando de campo. Há quem seja contra esse formato, alegando que não tem emoção sem final, mas há quem diga que os times podem se organizar melhor, pois sabem quanto tempo estarão no campeonato



O Brasileirão promove, sem dúvida, um grande espetáculo futebolístico. Mas esta competição se resume a série A? Não, mas parece, pois não se ouve falar muito da série C, no máximo ouvimos falar da série B. O campeonato está dividido em três níveis, mas os jogos da 1ª divisão são os mais comentados e em alguns momentos parecem ser os únicos. As outras divisões são rapidamente lembradas em momentos específicos, como o rebaixamento ou a ascensão de um time, principalmente quando este é um grande time como o Corinthians, por exemplo, rebaixado no último Campeonato para a 2ª divisão.

A 38ª edição do Brasileirão já começou. A 1ª rodada de jogos da série A ocorreu nos dias 10 e 11/05/08 e o campeão do último Brasileirão não foi muito bem, o São Paulo, jogando com seu time misto, perdeu para o Grêmio. Logo em seguida começou a série B, com jogos nos dias 13,16 e 17/05/08, onde os times lutam para voltarem à elite do futebol, pois os 4 melhores times ascendem à 1ª divisão. E finalmente no 2ª semestre começa a série C do Campeonato Brasileiro.

maio 09, 2008

Futebol sobre a mesa


Esses programas são denominados de mesa-redonda, termo genérico dos debates ocorridos, mas sem ligação com futebol. A primeira mesa-redonda futebolística foi inventada por Walter Clark e foi ao ar na TV Rio em 1963. De lá pra cá o público tomou gosto pela coisa, o que se ganha com isso são programas com mais interatividade, com diversidades de opiniões e com a participação direta do público/torcedor, por intermédio da internet.

Uma das principais características desse formato de programas é a participação de um time qualificado para a discussão futebolística, em geral essa “mesa redonda” tem a presença de ex-jogadores, ex-arbitros, técnico e jogadores atuando no país, jornalistas especializados em futebol e, é claro, o mediador/apresentador da mesa.

Há quem critique a forma como esses programas são conduzidos, a falta de organização nas falas em que um atropela a fala do outro sem menor pudor, pois, de fato, o que prevalece na hora do bate papo é responder seus pontos de vista na medida em que o critica é feita. Na verdade o que acontece nesses programas é que eles são reproduções de bate papos entre amigos no fim de uma “pelada”, só que mais especializado, e que ultrapassa as linhas do campinho do “baba” e se abre para o mundo.

Um dos grandes problemas que geralmente surge nestes tipos programas é o monopólio que ocorre com as informações dos clubes. O que se questiona é porque 98% do tempo destes programas são diretamente relacionados aos grandes clubes do país, em especial, dos clubes do Rio de Janeiro e de São Paulo. Os responsáveis em respondê-la sustentam que é devido à audiência. Como se criar programas com respaldo nacional, sem sê-lo?

Com a falta de representação dos estados fora das regiões Sul e Sudeste é que esse formato de programas vem se multiplicação em todo país, é possível identificar pelo menos quatro programas deste tipo aqui na Bahia. Contudo a grande proeza desse formato é que a mediador/ apresentador é a principal atração dos mesmos, um bom exemplo é o descolado Milton Neves,atualmente ele conduz o programa Terceiro Tempo, na TV Bandeirantes, com maestria sempre apimentando a discussão.

É importante ressaltar que poucos programas, a nível nacional, adotam o formato de mesa-redonda, como a exemplo do Globo Esporte, Esporte Espetacular (ambos da TV Globo) que adotam um formato que esta mais na linha jornalística séria.

Realmente para aqueles que são fanáticos pelo futebol, hoje em dia, é impossível pensar o futebol sem esse suporte que, muitas vezes, é considerado como um apoio moral, pelo pênalti não marcado, pelo gol irregular que foi decisivo para o jogo, enfim por tudo de polêmico que acontece num jogo de futebol, e também, pelo que não aconteceu. Essa ansiedade vai além do jogo placar, ela é melhor – para quem está no lado do vencedor – ou pior – para quem é vencido - todos querem ver a resenha futebolística, para ter embasamento quando for zombar dos adversários, no entanto todos devem estar de acordo que se seu time ganhar a mesa-redonda é imperdível, já para o outro lado do placar a lei é desligar a TV até a segunda ordem.

abril 17, 2008

Romário é noticia novamente


O Baixinho novamente anuncia sua a aposentadoria em público, será verdade dessa vez? Depois de fazer uma corrida em busca do milésimo gol, em 2007 ele anunciou que iria se aposentar após atingir a marca dos mil gols, mas a vontade foi maior que a fome e ele continuou até no inicio do ano na ativa, porém de fevereiro para cá não se tem visto o Baixinho nos gramados do Vasco nem para treino. Alguns acreditam que ele já está aposentado há muito tempo, o que persiste é apenas a fama de polêmico que ele carrega. Dizendo que dessa vez vai encerrar a carreira em definitivo ele lança outra polemica: a de que não existe no Brasil jogador a sua altura, ou seja, a essas alturas ele afirma ser insubstituível.
Talvez na posição em que ele jogava seja, de fato, impossível substituí-lo, contudo cada jogador tem suas particularidades, o que tem que se evitar são comparações, ninguém substitui ninguém cada um tem seu estilo próprio, é preciso que os críticos, jogadores, apresentadores, dirigentes, enfim quem contribui para o desenvolvimento do futebol brasileiro respeitem esses profissionais e suas especificidades em campo.

Além de anunciar a aposentadoria, Romário diz que quer fazer jogos de encerramento no Vasco, no Flamengo, no Fluminense e na Seleção brasileira, isso é justo pela contribuição que ele dada aos times citados, é certo que o Romário é marrento, mas quando está com a bola nos pés, certamente, sabia o que fazer, não é a toa que conseguiu o titulo de melhor jogador na Copa de 1994, alem de se consagrar como jogador no Brasil e no exterior, pena que não deu certo como tecnico, mais ninguém é perfeito.


abril 16, 2008

Como estamos afinal?

É isso que os baianos têm se perguntados, sobretudo a fiel torcida do Bahia, desde o dia 25 de novembro de 2007, há seis meses, quando aconteceu a tragédia na Fonte Nova, na qual matou sete torcedores. De lá para cá o que se teve foram especulações, disse me disse e só, não se sabia se o estádio vai ser ou não implodido.


No inicio desta semana o governador da Bahia Jacques Vagner anunciou a construção de um complexo esportivo que poderá comportar jogos da copa do mundo de 2014. O secretário de comunicação Robinson Almeida acredita que a nova Fonte Nova além de servir a copa de 2014 terá que ser sediada para jogos dos grandes times de futebol baiano, a alegação é que não faz sentido construir um complexo esportivo que comporte apenas três jogos e depois seja abandonado. Esse questionamento surgiu também porque se especula que as reformas seriam pleiteadas por empresas internacionais e logo não poderia ser utilizados pelos clubes baianos.
O secretário não afirma nem nega, apenas diz que as obras estão sendo encaminhadas e ficará pronta no prazo estipulado pela FIFA mesmo sem ter definido uma estrutura ideal, acredita-se que R$ 360 milhões de reais serão gasto para a construção da já nomeada Arena da Bahia, que terá capacidade para 44.100 espectadores.
Como ninguém, de fato, ainda foi punido pela tragédia quem já sofre a “perda” da Fonte Nova são os trabalhadores ambulantes que viviam com renda arrecadada com a realização dos jogos na Fonte nova. Consta-se que dezenas de trabalhadores foram prejudicados com a tragédia na Fonte. Como esses trabalhadores têm feito para ganhar suas vidas, ninguém se interessa em saber.
Outro que sofre conseqüências com essa tragédia foi o time do Bahia, o qual foi deslocado de seu mando de campo, a Fonte Nova, para outro lugar distante dos torcedores e sem infra-estrutura adequada para receber os torcedores, os quais ficaram impossibilitados de deslocar-se, por exemplo, em uma quarta-feira à noite para prestigiar o time.
Tudo continua sem uma definição concreta, por mais que o governador tenha afirmado, a tendência é crê quando a obra realmente acontecendo. Enquanto isso o Bahia sempre joga em desvantagens, por estar longe de sua torcida, os torcedores por prestigiar seu time apenas em BA-VI, no qual o Vitória tenha mando de campo, mas o Barradão não tem capacidade de comportar nem metade dos apaixonados torcedores do Bahia, que com certeza não é nada confortável.
Agora é só torcer para que tudo se resolva bem para os envolvidos, sem prejudicar ninguém, tem que acreditar que tragédias como está da Fonte Nova não venham mais a acontecer e que os verdadeiros culpados sejam responsabilizados e julgados pelo crime que cometeram, pois a impunidade é que faz a criminalidade, portanto que a justiça seja feita, para todos.